Prémios Locus 2009

Julho 4, 2009

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Foram anunciados, no final de Junho, os vencedores dos Prémios Locus 2009. O galardão de melhor romance de ficção científica foi para  Anathem, de Neal Stephenson e o de melhor romance de fantasia para Lavinia, de Ursula K. Le Guin.

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Está a decorrer a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). Vários eventos da edição de 2009 serão transmitidos ao vivo na Internet.

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No dia 8 de Julho, às 18h, Amin Maalouf irá estar presente na Fundação Gulbenkian, para um Encontro apresentado pelo Embaixador António Monteiro e moderado por António Vitorino. O tema principal será o novo livro de Amin Maalouf, Um Mundo Sem Regras (Difel).

Escritor e jornalista libanês, Amin Maalouf nasceu em Beirute, em 1949.  Já a viver em Paris,  trabalhou na revista Jeune Afrique. Em 1983 foi publicado o seu primeiro livro, As Cruzadas Vistas Pelos Árabes (Prix des Maisons de la Presse). É autor de várias obras, inclusivé O Rochedo de Tanios (Prémio Goncourt 1993), Samarcanda, Os Jardins de Luz, O Século Primeiro depois de Beatriz, O Périplo de Baldassare e Origens.

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Está a decorrer a VII edição da Feira do Livro de Verão, na Estação do Oriente. Termina no próximo dia 13 de Julho. E na Estação do Rossio há uma Feira do Livro Leya, até 15 de Julho.

Brasiliana

Junho 28, 2009

Brasiliana

A biblioteca digital «Brasiliana USP» foi colocada online recentemente. Trata-se de um projecto da Reitoria da Universidade de São Paulo, coordenado pelo professor István Jancsó. Permite o acesso a livros e documentos de e sobre o Brasil, incluindo os sermões do padre António Vieira.

Lançamentos literários

Junho 28, 2009

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Onde os Últimos Pássaros Cantaram, de Kate Wilhelm (Edições Gailivro, colecção «1001 mundos»). Obra galardoada com o prémio Hugo Award (em 1977) e o Locus Award para Ficção Científica na sua primeira publicação.

Da sinopse: «David, estou a contar-te aquilo que o maldito governo ainda não quer admitir. Estamos no início duma longa depressão que vai arrastar a nossa economia, e a de todas as nações deste mundo, para uma crise como nunca antes imaginámos. A poluição espalha-se mais rapidamente do que sabemos. Já estamos com um crescimento zero da população há alguns anos. A fome já se estende a um quarto do mundo, neste preciso momento. Há mais doenças agora do que quando Deus lançou as pragas sobre os egípcios. Há mais secas e cheias do que há registo. Espécies inteiras de peixes desapareceram, simplesmente desapareceram. Não há o raio duma colheita neste mundo que não sofra de algum tipo de praga ou doença, e as coisas só vão piorar. E eles não sabem o que fazer a respeito de nada disto. Estes loucos vão justificar cada catástrofe, atribuindo-a a uma condição isolada, e virarão as costas ao facto de se tratar de uma questão global, até ser tarde de mais para o evitar.»

O erro admitido

Junho 28, 2009

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No dia 17 de Junho, o primeiro-ministro, José Sócrates, referiu “Se há um erro que é possível identificar ao longo destes anos é que talvez deveríamos ter investido mais em cultura, tal como fizemos em ciência”.

Não só a admissão do erro se deu quando faltam poucos meses para as eleições em que José Sócrates se recandidatará, como foi feita quando o tempo restante do actual mandato não permite a correcção do erro antes das eleições. E repare-se na afirmação, “talvez deveríamos ter investido mais em cultura” não tem o mesmo significado que teria  proferir-se “deveríamos ter investido mais na cultura”.

Lançamentos literários

Junho 27, 2009

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Buracos Negros, de Lázaro Covadlo (Livros de Areia Editores). Tradução por F. J. Carvalho.

Da sinopse: «Após cortar a pata de um gafanhoto numa noite de Verão, um homem perde, ao longo da vida, todos os seus membros. Um outro crê que num sonho de infância, algures no País das Maravilhas, teria estado o acesso à fortuna que nunca veio. Outro ainda vê a sua vida desenrolar-se no ecrã de uma decadente sala de cinema das Caraíbas. E um outro acredita que o homem que o impediu de suicidar-se, certa noite em Mar del Plata, era o Diabo.» Está disponível para leitura um excerto do livro.

Lázaro Covadlo nasceu na Argentina, em 1937 e refugiou-se em Espanha após o golpe militar. É autor de várias obras literárias, entre as quais Agujeros negros, Remington Rand, Conversación con el monstruo, La casa de Patrick Childers e Animalitos de Dios. A sua novela Criaturas da noite (Livros de Areia Editores, 2007) conquistou o prémio Café Gijón em 2004.

Festival Silêncio

Junho 14, 2009

Lançamentos literários

Junho 14, 2009

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A Montanha Mágica, de Thomas Mann (Dom quixote). Tradução directamente do alemão por Gilda Lopes Encarnação.

Num texto de Kathleen Gomes, publicado no Ípsilon, a obra é descrita como «um desses clássicos mais conhecidos que lidos, título obrigatório no “ranking” da ficção insuperável do século XX, sendo provável que mesmo o leitor que nunca o leu esteja familiarizado com o seu enredo, que, aliás, se pode resumir em 140 caracteres: o jovem Hans Castorp chega a um sanatório para uma curta visita de três semanas e ali permanece sete anos, até ao início da Primeira Guerra».

A Montanha Mágica foi publicada inicialmente em 1924. O ambiente do sanatório descrito no romance está relacionado com a passagem do autor por um sanatório nos Alpes suíços, onde esteve internada a sua mulher.

Da sinopse: «História mágica ou filosófica, romance histórico ou de formação, narrativa sobre o tempo ou viagem interior de um jovem alemão honrado e ávido de experiências, este romance envolve e enreda o leitor em teias mágicas que não mais o libertarão, entre a sátira e a seriedade, o humor e a ironia, a luz e o niilismo, numa sinfonia contra-pontística em que liberalismo e conservadorismo, decadência e sublimação, doença e saúde, espírito e natureza, morte e vida, honra e volúpia se sucedem num torvelinho que só a Primeira Guerra Mundial conseguirá dissipar. Quando as fundações da Terra e da montanha mágica começam a tremer, quando o mundo hermético feito de tédio, torpor e exasperação começa a abalar, por acção do trovão e do enxofre, das baionetas e dos canhões, é que o arganaz adormecido esfrega os olhos e começa a endireitar-se, saindo da sua tenaz hibernação, expulso do seu reino e dos seus sonhos, salvo e liberto, depois de quebrado tão longo e mágico encanto.»

Thomas Mann nasceu na Alemanha, em 1875 e morreu em 1955. Em 1929 recebeu o Prémio Nobel da Literatura.