Promoção das línguas europeias no mundo
Abril 13, 2008

O Parlamento Europeu aprovou o relatório do eurodeputado Vasco Graça Moura, no qual a Comissão Europeia foi aconselhada a criar um programa destinado a promover as línguas europeias no mundo.
“É este mundo globalizado que torna cada vez mais premente a necessidade de afirmação e reforço da identidade europeia, sem prejuízo da diversidade das culturas dos povos da Europa”, referiu Graça Moura no plenário.
No relatório, Vasco Graça Moura pediu à Comissão Europeia que tomasse medidas para identificar os sectores em crise da cultura europeia, com uma especial atenção para o mercado da edição.
O destaque para a área da edição deve-se à opinião do eurodeputado português, este considera que a evolução desse mercado pôs em risco a criação literária de qualidade em benefício dos “best-sellers”.
Graça Moura considera que, “a nossa herança cultural, forjada na diversidade das suas expressões e na conjugação das suas principais matrizes, como a antiguidade greco-latina e judaico-cristã, colocou, historicamente, a Europa na vanguarda de todos os continentes”.
O deputado propõs ainda a consideração do ano de 2011 como “o Ano europeu dos clássicos gregos e latinos, a fim de chamar a atenção dos povos da União e do resto do mundo para este aspecto essencial do património cultural, actualmente ameaçado pelo esquecimento”.


Abril 14, 2008 at 3:42 pm
E com este acordo a Língua Brasileira de boleia!
Abril 14, 2008 at 3:44 pm
A Força de Portugal é essa! E é isso que o brasil ávidamente COBIÇA!
Esperemos que Portugal não se transforme num Bortugal!
Abril 14, 2008 at 5:50 pm
O interesse do Brasil pelo acordo ortográfico é puramente económico.
Isso é indiscutível, afinal, se o Brasil tem uma ortografia diferente da dos outros países de Língua Portuguesa é porque se quis afirmar de modo individualista. E agora voltou de certo modo atrás.
Já é mais difícil é saber ao certo quais os motivos económicos que o Brasil visa alcançar com o acordo ortográfico. Mas, é provável que um desses motivos se prenda com o facto de Portugal fazer parte da União Europeia e outro seja as possibilidades ao nível do mercado. Especialmente do mercado editorial, do Brasil começar pós-acordo a poder também exportar livros para o mercado luso-africano.
Curisosamente, Vasco Graça Moura é um dos grandes opositores ao acordo ortográfico.
Curiosamente, se Portugal ratificar o acordo ortográfico, (após Brasil, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe o terem feito) a nova norma irá entrar em vigor nestes países que ratificaram, mas irá deixar de fora os outros países Lusófonos, o que não tem lógica do ponto de vista do que se defende oficialmente, ou seja, dar força à língua, dado que se fica na mesma no sentido de falantes ficarem com outra ortografia.
O Brasil tem muitos falantes mas e quantos são os brasileiros que escrevem a língua? Convém não esquecer que o Brasil apesar do elevado PIB per capita tem um grande nível de desigualdade de distribuição da riqueza. Ao contrário do que acontece em Portugal, a maioria da população não tem acesso à educação básica, que compreende a aprendizagem da língua.
Muito mais se poderia dizer sobre este assunto, mas já há por aí material suficiente para conhecer e compreender os problemas deste acordo ortográfico.
Da minha parte o problema será da desobediência às novas normas caso o acordo entre em vigor em território nacional. Especialmente devido a pormenores já referenciados e a outros pormenores, tais como a eliminação dos “c” e dos “p” que tem mais importância do que os defensores deste acordo fazem passar e que têm também um valor histórico-cultural.